ontem estava a ver uma revista de arte cor de rosa, onde aparecia o destaque dado a mais um novo talento das artes
desta vez, o novo talento vinha da pintura, porque é importante ir a todas e não falhar nada nem nenhum talento novo
temos que estar bem informados
e saber bem os nomes e assim
os trabalhos do novo talento afinal eram velhos, ali para os lados do luc tuymans
pensei:
"esse talento mais antigo devia processar estes novos talentos não por plágio, mas por serem preguiçosos e andarem sempre a snifar o mesmo tipo de referências
ia ganhar uma grande pipa de $$$$$$$ e se calhar os novos talentos ganhavam juízo e/ou momentos de crise produtivos."
(não sei se já se escreve assim, ou se se pode escrever productivos. na escola primária eu escrevia 'quatorze' porque gostava mais e achava mais justo)
continuei a pensar,
(mas em voz alta):
"a pintura anda mesmo pelas ruas da amargura"
e depois ainda pensei (mas para mim)
(eu penso muito, às vezes)
(é uma cena egoísta mas não dá lucro - aí está um case study)
"como se o resto do que se faz estivesse mil vezes melhor"
"como se o resto do que faço estivesse dez mil milhões de triliões de infinitamente vezes melhor"
(mais à frente, deu-me para comer gelado e ver dois filmes enganadores: "fantastic mr. fox" e "(500) days of summer",
ainda assim o primeiro menos desengraçado que o segundo
mas os dois
coisa pouca)
de repente
(ainda ontem ou já hoje)
há poucos anos atrás,
fiquei sobressaltado,
como quero acreditar que ficam algumas pessoas quando lhes mostram e ensinam os novos talentos
a coisa da pintura em crise afinal é mesmo uma merda de questão
the end.
(ps - também pensei: "wade, ganhaste uns quilos a mais, agora já não te saltava para a espinha
tão depressa)
the end outra vez.